Curitiba O Palácio Iguaçu divulgou no final do primeiro dia de encontro dados importantes para a compreensão da situação econômica e do mercado de trabalho paranaense. De acordo com o diretor-geral da pasta do Planejamento, Fábio Dória Scatolin, os grandes problemas do Paraná são o baixo desenvolvimento humano e a exclusão social.
''Esses devem ser os focos das ações governamentais nos próximos anos'', disse, lembrando que as causas desses problemas são a baixa escolaridade, a deficiência do serviço de saúde e a baixa renda da população. A média de escolaridade do trabalhador paranaense é de apenas 4,9 anos de estudo, revelou o diretor-geral. Ele frisou que não há como aumentar a renda da população sem aumentar a escolaridade do trabalhador. A análise feita por Scatolin foi baseada em um diagnóstico elaborado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Scatolin destacou que, ao trabalhar com recursos escassos, as secretarias de Estado terão que reduzir o número de programas a serem desenvolvidos. Segundo as linhas de ação do programa de governo de Requião, os projetos estratégicos deverão ser a geração de renda e emprego regional, habitação, desenvolvimento rural integrado, fomento ao turismo, fortalecimento do ensino fundamental e médio, e redução da pobreza.
Há ainda outros números sobre os quais o primeiro e o segundo escalões do governo se debruçam no dia-a-dia. Um dos dados que recebeu atenção especial é o chamado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Entre os vinte municípios da região Sul do País com IDH mais baixo, 17 são paranaenses, cujo IDH varia entre 0,620 e 0,675. O IDH do Paraná (0,786) é inferior ao de Santa Catarina (0,806) e do Rio Grande do Sul (0,809). Esses indicadores fazem parte do Novo Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, baseado no Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O cálculo do índice leva em conta indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). O índice varia de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total).
Além do IDH, a equipe de governo está preocupada com a geração de empregos. Estudos do Ipardes apontam que, em janeiro, o desemprego em Curitiba e Região Metropolitana aumentou. A taxa de desocupação no primeiro mês do ano foi de 7,8%, percentual maior que o apurado em dezembro: 6,4%. Os técnicos do Ipardes registraram na RMC uma redução de 17 mil pessoas ocupadas, em comparação a dezembro.(M.D.)

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