Palco de importantes decisões e inúmeras polêmicas no atual mandato, o Senado Federal pouco vai se renovar nas eleições deste ano, estima o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). São 54 das 81 vagas em disputa, com 29 dos atuais senadores concorrendo à reeleição. No total, 358 candidatos de todo o País tentam um lugar no Senado.

Dos candidatos que tentam manter suas cadeiras, 16 aparecem com larga vantagem nas pesquisas de intenção de voto. Em relação aos partidos, MDB, PSDB e PT devem eleger menos senadores nesta disputa, mas, ainda assim, continuarão como as maiores bancadas, segundo levantamento feito pela consultoria Arko Advice. O Diap calcula que a Casa terá 16 partidos representados.

Bancadas hoje consideradas como médias devem crescer, como é o caso de PSD, PSB, PDT e Rede. Outros partidos com poucos representantes estão ameaçados de não eleger ninguém. É o caso de PRB, PPS e PCdoB. O levantamento ainda aponta que siglas que hoje estão fora do Senado têm grandes chances de ocupar o espaço de outros partidos, como o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro.

De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, o MDB é o partido com o maior número de candidatos competitivos ao Senado. O partido tem a possibilidade de eleger até oito nomes para a Casa. O PT vem atrás, com seis candidatos com altas chances de vencerem o pleito. Em seguida, PSB e PSDB devem eleger até cinco senadores. PR e DEM também têm chances de conseguirem emplacar até dois nomes. Entre os postulantes, há pelo menos 12 ex-senadores, 14 deputados ou ex-deputados, oito governadores, dois ex-prefeitos e um ex-presidente da República.

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