Maus gestores públicos poderão ser inelegíveis
Liliana Lavoratti
Agência Estado
De Brasília
Os administradores públicos que descumprirem as normas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal poderão ser proibidos de se candidatar a cargos públicos. A inclusão da inelegibilidade como punição para os maus gestores públicos é uma das mudanças negociadas atualmente pelo governo com as lideranças partidárias no acordo para votar em plenário da Câmara hoje ou amanhã o projeto de lei aprovado na comissão especial.
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, disse ontem que a Lei de Responsabilidade Fiscal é um dos instrumentos com que o governo pretende coibir o aumento de gastos de pessoal antes das eleições. Se a tramitação for concluída até o fim de março, as restrições para os administradores públicos valerão imediatamente, uma vez que a lei prevê vigência imediata após ser sancionada pelo presidente da República.
Se isso acontecer, na prática, os prefeitos não poderão reajustar os salários dos servidores públicos e nem contrair dívidas de curto prazo as operações denominadas Antecipação de Receitas Orçamentárias (ARO) 180 dias antes das eleições a partir de maio, os Executivos municipais estarão proibidos de conceder reajustes e contrair dívidas de curto prazo. Isso é muito importante para garantir a sequência do ajuste fiscal, afirmou Tavares.
Ontem, o Colégio dos Líderes decidiu pôr em votação o requerimento dando regime de urgência na tramitação da Lei de Responsabilidade Fiscal. O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), disse que um acordo para tornar viável a votação em plenário estava praticamente fechado. Na próxima semana, deverá ser votado em plenário o projeto de lei ordinária que complementa a Lei de Responsabilidade.





