Oficialmente, a dificuldade de combater o mato alto que se prolifera por Londrina foi o motivo da troca de presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O engenheiro Nelson Brandão, que já havia sido secretário de Obras da gestão de Barbosa Neto (PDT) e dirigia a Companhia desde 23 de fevereiro, foi substituído pelo economista André Nadai, 29 anos, que estava à frente da diretoria administrativo-financeira da CMTU, cargo comissionado.
Chateado, Brandão lamentou o fato de ser informado pela imprensa de sua exoneração. ''Fui comunicado por vocês. O prefeito não conversou comigo'', resignou-se o ex-presidente. Sobre o mato, ele disse que é possível sim fazer um controle. ''Estávamos num novo modelo de contrato há apenas 15 dias. É um novo estilo, mas faltou tempo.''
Barbosa Neto rebateu. O prefeito afirmou, à FOLHA, que tentou avisar Brandão, mas não conseguiu contato telefônico. Ainda segundo Barbosa, as viagens particulares e a falta de cobrança de Brandão sobre a empresa que faz a capina e roçagem da cidade motivaram a demissão. ''Nós precisamos de pessoas que se dediquem 'full time' (integralmente) à administraçao municipal. O seu Nelson marcou uma pescaria no Mato Grosso e não nos comunicou. Nós estamos tendo problema com a capina e roçagem. Já havia dito a ele que nós precisamos de mais firmeza com a empresa agora que acabaram as chuvas'', comentou Barbosa.
André Nadai, explicou que há dificuldades para combater o mato, porém não apresentou qualquer proposta de mudança na forma escolhida pela prefeitura - a contratação de uma empresa terceirizada - para fazer a capina e roçagem.
Ele explicou que a empresa encarregada de capinar e roçar 1,2 milhão de metros quadrados em duas regiões da cidade, Oeste e Norte, a Visatec, não teria conseguido fazer o trabalho dentro do prazo, que venceu na terça-feira, dia 20. Segundo Nadai, ficaram para trás 500 mil metros quadrados de mato, concentrados principalmente na região Norte.
A Visatec foi notificada e tem até sábado para concluir o trabalho. Se isso não acontecer, a empresa pode ser multada e o contrato rescindido. ''Por enquanto não pensamos em romper o contrato. Esperamos que a empresa consiga concluir no prazo determinado'', destacou o novo presidente. A previsão é que, na segunda-feira, a terceirizada já inicie uma segunda etapa de capina e roçagem em outras duas regiões de Londrina. O novo prazo será até 5 de maio para combater 1,3 milhão de metros quadrados de mato. Para cada metro quadrado, a CMTU paga R$ 0,1376.
Quiosques
Sobre o novo projeto do Calçadão, Nadai respondeu que a decisão de continuar ou não a substituição do petit pavê pelo paver cabe à Secretaria de Obras, mas a CMTU manterá a proposta de substituição dos quiosques do Calçadão e da área central. ''Ao todo, são 38 quiosques. Vamos deixar, no máximo, 20. Assim que todos estiverem desocupados, vamos abrir uma licitação, da qual todos os moradores de Londrina poderão participar'', enfatizou.

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