No dia 17 de abril de 1997, às 13h40, na avenida Maracanã, em frente à Ciavena, em Arapongas, era assassinado o então prefeito do recém-criado Município de Arapuã - 160 km ao sul de Apucarana -, Hélio Mathias. Ele saía da concessionária, acompanhado de um vereador, quando foi abordado por três desconhecidos e recebeu três tiros à queima-roupa, caindo morto na calçada.
O crime teve ampla repercussão e mereceu atenção especial da Secretaria de Segurança Pública. O governador Jaime Lerner e o então secretário de Segurança Cândido Manoel Martins de Oliveira comprometeram-se a solucionar rapidamente o crime. Passado um ano, o inquérito trocou de delegado três vezes e só agora caminha para um desfecho, com a prisão dos prováveis mandantes do crime.
A versão da polícia, dada quatro meses após o crime, está sendo confirmada agora. Na época Cândido de Oliveira dizia que Mathias fora morto por pistoleiros de aluguel originários da Bahia. A polícia paranaense chegou a rastrear a trajetória dos dois pistoleiros pelo Paraná, São Paulo, Minas e Bahia e a divulgar o seu retrato falado, mas não conseguiu prendê-los.
Hélio Mathias, de 44 anos, era agricultor e exerceu dois mandatos de vereador por Ivaiporã. Ele mantinha estreita ligação com o deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB) e, junto com o parlamentar, foi um dos principais líderes na luta pela emancipação do ex-distrito. Eleito como 1º prefeito de Arapuã, permaneceu no cargo durante apenas 107 dias. (M.B.)

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