O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Marcelo Urbaneja, afirmou ontem que os servidores da Maternidade Municipal deverão aderir à paralisação iniciada dia 7. Segundo Urbaneja, até o final da semana, a Maternidade deverá reduzir pela metade o número de servidores. ''A Maternidade está implementando uma escala e, até o final da semana, estará reduzido a 50% o número de funcionários. Os servidores procuraram o sindicato e manifestaram o seu interesse em participar uma vez que o bom senso da administração não está levando a uma negociação consciente'', afirmou. Até ontem a Maternidade era o único serviço municipal de saúde que não havia sido atingido pela greve.
Conforme o diretor geral da Maternidade Municipal, Rodrigo Rosseto Avanso, até ontem nenhum servidor teria paralisado as atividades. ''Todo servidor tem direito a participar do movimento, mas até o momento, estão todos trabalhando normalmente'', disse. ''A maternidade não vai poder parar o atendimento de urgência e emergência, não podemos deixar de prestar atendimento. Não dá para saber se está nascendo ou não. Mesmo que a escala seja reduzida não vamos poder reduzir o atendimento e no final dessa história o prejudicado é o próprio servidor que terá que fazer o mesmo número de atendimenos com menos funcionários'', concluiu.
Conforme Avanso, a Maternidade realiza hoje de 70% a 80% dos partos da cidade. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o número de partos sobe para 90%.
Entretanto, a reportagem da Folha foi até o local e um funcionário da recepção, que não quis se identificar, garantiu que a escala não é a mesma desde o início da paralisação, segunda-feira passada. ''Atendemos quem aparece aqui, mas ninguém está contra a greve, pelo contrário. Tanto que já estamos com essa escala de 50% em vigor'', comentou. (Colaborou Janaina Garcia)

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