Curitiba - A utilização de material de campanha pelos candidatos da chapa liderada por Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado gerou questionamentos de outros partidos. Pela lei eleitoral, a distribuição de materiais de divulgação estava liberada a partir de ontem. No entanto, o presidente do PSol, Luiz Felipe Bergmann, comunicou uma susposta irregularidade à imprensa e os advogados da coligação liderada por Osmar Dias (PDT) informaram que pretendem entrar com uma representação na Justiça Eleitoral.
Segundo o advogado Leandro Taques, do PDT, a irregularidade que teria sido cometida pela chapa tucana foi de elaborar material de divulgação - como faixas e bandeiras - antes que as coligações ou partidos tenham um CNPJ próprio para a campanha, o que deve ocorrer somente nos próximos dias. Sem o CNPJ, o candidato também não teria como abrir uma conta em banco para as despesas do período.
O advogado de Beto Richa, Ivan Bonilha disse que esse é um ''nó burocrático'', uma vez que a campanha já estava liberada a partir de ontem, ainda que o CNPJ não tenha sido disponibilizado aos partidos, embora ele afirme que o material utilizado pelos candidatos já tivesse a informação. Sobre o pagamento das despesas sem uma conta exclusiva, Bonilha informou que esse gasto figurará na prestação de contas dos candidatos.

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