Uma denúncia de distribuição de cestas básicas contra o candidato a vereador Reinhold Stephanes Júnior (PFL e filho do presidente do Banestado Reinhold Stephanes) fez com que 20 integrantes do PMDB de Curitiba fizessem plantão por mais de sete horas em frente a uma casa, ontem na capital. A Coligação da Oposição (PMDB-PAN) denunciou à juíza Joeci Machado Camargo, da 1ª zona eleitoral, que a casa (nos fundos de um chaveiro, no número 66/2 da Rua Arquimedes Cruz, Bairro Jardim Social) servia de depósito de ‘‘material ilícito’’ que seriam distribuídos pelo candidato do PFL.
A denúncia foi protocolada pela manhã e somente por volta das 15h30 dois oficiais de Justiça chegaram ao local para fazer uma averiguação na casa. Como o local estava tumultuado pela presença de integrantes dos dois partidos, os oficiais pediram reforço da Polícia Federal. Os policiais (seis no total) levaram 45 minutos para chegar no endereço e só depois de controlarem as pessoas mais exaltadas conseguiram organizar a vistoria.
No interior da casa foram encontrados 32 sacos de arroz (50 quilos) e brindes (5 mil camisetas, troféus, batons e caixas de fósforos). Os jornalistas não puderam acompanhar a vistoria. Houve troca de empurrões entre integrantes do PFL e do PMDB depois que os oficiais de Justiça e os policiais deixaram o local sem apreender o material, como queriam os peemedebistas. Segundo eles, a denúncia de que o local era usado para ‘‘esconder’’ o material partiu de ‘‘vizinhos’’ da casa.
Stephanes Junior apresentou uma versão diferente. ‘‘A casa pertencia a minha falecida avó e eu a uso como depósito e o arroz que encontraram é o que utilizamos para alimentar quem trabalha em nossa campanha’’, garantiu. Ele afirmou que a denúncia pode ter partido de Everaldo Silva, que é pai do candidato a vice-prefeito do PMDB, Ernani Moreno Silva, e mora nas proximidades. Os advogados do PMDB, ainda ontem, iriam tentar fazer com que a juíza determinasse a apreensão do material encontrado na residência. A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), porém, informou no começo da noite que ‘‘o caso agora está para apreciação da autoridade judiciária competente.’’ (R.B.N.)

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