Brasília - Ar-condicionado, frigobar, cadeira acolchoada. Esses são alguns itens que fazem parte da ''masmorra'' onde está preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem-partido, ex DEM). A cela foi descrita pelo advogado de Arruda, Nélio Machado, como desumana. Localizada na Superintendência da Polícia Federal, a sala tem ainda beliche com colchão, mesa de despacho, sofá de três lugares e armário.
As condições da prisão também não são propriamente medievais, como insinuou o advogado no julgamento no Supremo Tribunal Federal. O ambiente tem iluminação natural e basculantes amplos, conforme descrição enviada ao Ministério Público pela PF. Arruda tem direito a banho de sol, o que faz diariamente ao cair da tarde, no pátio interno do prédio. Ao contrário de presos comuns, ele é examinado pelo menos uma vez ao dia - ou quantas vezes requisitar - por médicos da corporação. Ontem, Arruda se recusou a receber a notificação da Câmara Legislativa do Distrito Federal sobre a abertura de processo de impeachment que pode resultar na cassação do seu mandato.

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