Máscara de Cerveró deixa de ser produzida após pressão de advogado
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Bruna Fantti Folhapress 
Rio de Janeiro - A dona da fábrica Condal, Olga Valles, que confecciona máscaras de Carnaval, admitiu ontem que um dos advogados de Nestor Cerveró solicitou, através de uma ligação telefônica, que não fossem feitas máscaras com a imagem de seu cliente. Olga pretendia produzir cerca de 150 máscaras de Cerveró, ex-diretor da Petrobras e alvo das investigações da Operação Lava Jato. "Ele [o advogado] disse que se eu fizesse iria me processar por dano moral. Não lembro o nome do advogado, mas tivemos uma conversa amigável. Soube que ligou para outras fábricas também. Estamos há 56 anos no mercado e nunca recebemos processo. A ideia é fazer algo lúdico. Se é para incomodar alguém, prefiro não fazer", disse.
A empresária, que havia dito à reportagem na última quarta-feira ter suspendido a confecção das máscaras de Cerveró por falta de tempo do artista que a desenharia, reconheceu que a ligação telefônica de um dos advogados ocorrida há seis dias e disse não se sentir intimidada. "Acredito que quem avisa amigo é. E eu não quero inimigos, então achei melhor suspender. Não quero criar polêmica, só alegria".
A lista de políticos que tiveram máscaras encomendadas na Condal por comerciantes do Saara, polo de comércio popular no centro carioca, inclui a presidente da Petrobras, Graça Foster, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro José Dirceu. Procurado pela reportagem, o advogado Edson Ribeiro, responsável pela defesa de Cérvero, preferiu não se manifestar a respeito.


