Marthus lecionou em Londrina
Da Redação
De Londrina
O novo ministro de Orçamento e Gestão, Marthus Tavares, já lecionou na Universidade Estadual de Londrina (UEL) nos anos 80. Na reforma ministerial promovida pelo presidente Fernando Henrique, Marthus foi promovido à condição de ministro de forma natural, conforme qualificou ontem o reitor da UEL, Jackson Proença Testa. O ministro era secretário-executivo da pasta.
Marthus foi admitido na UEL e trabalhou entre 1988 e 1992, segundo Jackson, depois de concluir mestrado na USP. Ele veio para cá recomendado pelo professor Álvaro Manuel, e foi professor de Microeconomia e Economia Política, recorda o reitor.
Posteriormente, Marthus retornou à USP para fazer doutorado, quando ampliou conhecimentos com Pedro Malan, Bresser Pereira, que foram seus professores, e também com Zélia Cardoso de Mello. Na gestão do ministro da Fazenda Dilson Funaro, Marthus foi convidado por Zélia para trabalhar especificamente no projeto de divisão das dívidas de Estados e municípios.
A carreira de Marthus - aponta o professor Aristeu Pereira de Carvalho, colega dele na UEL - incluiu o Banco Central (BC) e depois ele foi convidado por Fernando Henrique para trabalhar no Ministério da Fazenda. Em seguida, Marthus foi para a superintendência do Ministério do Planejamento e para o Ministério de Orçamento e Gestão. Em São Paulo, o ministro, que é especializado em Finanças Públicas, já havia trabalhado com o ministro José Serra (da Saúde).
O reitor Jackson lembra que além de Marthus e Álvaro Manoel (que foi levado para Brasília por Marthus, trabalhou no Bird e agora está no FMI, em Washington) há ainda outra ex-professora da UEL em atuação de destaque: Luzia Mazzeo, que trabalha no BC.
Marthus é pessoa bem qualificada, que agora está na condição de ministro, e de um ministério muito forte. Toda a política do Plano Real está assentada neste ministério, diz Jackson, que no tempo do professor em Londrina era diretor do Cesa (Centro de Estudos Sociais Aplicadas), a que pertencia o Departamento de Economia da UEL. O reitor vai à posse do novo ministro.





