Arquivo FolhaMarta Suplicy: com prévia dentro do partido, nada feitoA pré-candidata a governadora de São Paulo e deputada federal Marta Suplicy (PT) ameaçou ontem desistir da disputa, durante reunião da Executiva do partido com os três postulantes à sucessão de Mário Covas (PSDB). Marta irritou-se com o colega Renato Simões, deputado estadual, que defende a prévia para a escolha. A demora na definição do nome do candidato do PT começou, com isso, a causar atritos no partido.
O presidente do diretório regional, Antônio Palocci, acalmou os ânimos. Palocci também pleiteia a indicação do partido para ser o candidato ao governo, mas admite desistir e apoiar Marta. ‘‘Queremos apressar a tentativa de consenso para começar logo a campanha’’, afirmou. Simões, ao contrário, não abre mão da prévia no processo de consulta entre os filiados do PT para a escolha do concorrente.
Além disso, insiste em fazer vários debates com os militantes e em discutir o programa de governo antes da definição do candidato. ‘‘Com ou sem prévia, o PT terá um nome forte para o governo’’, disse Marta. ‘‘É evidente que ela é mais conhecida, mas isso não é suficiente para ganharmos a eleição’’, argumentou Simões, que integra a corrente de esquerda Fórum Socialista.
‘‘Precisamos debater qual o conteúdo que será colocado na boca do candidato para não ficarmos perplexos depois, como ocorreu em 1996, na campanha de Luiza Erundina.’’ A data da prévia deverá ser decidida hoje em reunião do diretório regional. O prazo máximo é 5 de abril.
FHC insiste O presidente Fernando Henrique e Mário Covas se reuniram ontem no Palácio dos Bandeirantes. O encontro foi articulado pelo ministro das Comunicações, Sergio Motta, e fez parte da estratégia tucana para convencer Covas a recandidatar-se. Pela manhã, o presidente havia dado declarações pró-Covas em São Paulo. FHC voltaria à noite a Brasília.

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