No mesmo dia em que relacionou a onda de atentados a grupos de homossexuais e de defesa de direitos humanos a uma ação contra sua candidatura, a petista Marta Suplicy estendeu sua campanha até mais tarde em um evento não previsto em sua agenda oficial e foi pedir votos anteontem numa boate GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) de São Paulo. Acompanhada do marido, o senador Eduardo Suplicy, Marta deixou o local às 24 horas, 15 minutos depois de sua chegada.
‘‘Sabemos que parcela da população está anulando o voto porque acha que não vale a pena investir nesses políticos’’, afirmou a candidata ontem à noite a cerca de 100 pessoas que se concentraram na pista de dança de ‘‘A Loca’’ para ouvi-la. ‘‘Em você vale’’, gritou o advogado brasiliense Thiago, 23, que preferiu ser identificado por um nome fictício. ‘‘Eu valho’’, respondeu a candidata. ‘‘Todos os segmentos têm de ser representados’’.
Apesar de a presença da candidata no local ter sido confirmada na segunda-feira, o evento não constava da agenda pública da candidata.

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