Marta critica falta de apoio a projeto social
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de agosto de 1998
Agência Folha 
A candidata do PT ao governo do Estado de São Paulo, Marta Suplicy, criticou sábado, em Campinas, a falta de investimentos e de ampliação no Projeto Renda Mínima pelo atual governo. É pena que o projeto não tenha tido progresso nessa administração, disse. Ela afirmou que o projeto faz parte de sua proposta de governo. Segundo ela, o Estado tem condições de aplicar 0,65% de seu orçamento para manter um programa de renda mínima.
Segundo Marta, o projeto pode beneficiar 617 mil famílias ou 2,5 milhões de pessoas com renda per capita de R$ 65, no máximo. Esse programa pode ser usado não apenas como forma de manter as crianças das famílias nas escolas, mas para diminuir o trabalho infantil e incentivar a criação de postos de trabalho em família. Marta disse ainda que a cidade está sofrendo a falta de políticas habitacionais.
A petista afirmou que um convênio criado com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) é um investimento pequeno. Ela lembrou os assassinatos e ameaças à lideranças do Parque Oziel, a maior área de ocupação da cidade, para criticar a ação policial e a violência. Há uma cambada de narcotraficante lá, matando gente, afirmou. Marta disse considerar que a campanha ao governo do Estado só vai começar com o horário eleitoral na TV.
Em um rápido discurso no centro de Campinas, ela fez referências a temas sociais e também criticou o processo de privatização do governo federal. O deputado federal José Genoino (PT) disse que a tendência da campanha nacional do partido é enfatizar temas sociais e deixar de lado críticas às privatizações. Segundo ele, essa vai ser a estratégia para levar a eleição presidencial até o segundo turno. Temos de acertar nosso discurso, afirmou.


