A candidata do PT ao governo do Estado de São Paulo, deputada Marta Suplicy, disse ontem em São José do Rio Preto que são grandes as chances de ela ir para o segundo turno. ‘‘Não vejo o eleitor de Francisco Rossi (PDT) convicto, e esse voto pode vir para o PT’’, afirmou. Marta acredita que votos para os candidatos Paulo Maluf (PPB) e Mário Covas (PSDB) também poderão ser transferidos a ela.
‘‘Os eleitores já estão percebendo que essas pessoas estão aí há 20 anos e chegou a hora de renovar’’, declarou. Pelo Ibope, Maluf tem 29% de intenção de votos; Rossi, 19%; Covas, 15%, e Marta, 13%. ‘‘Estou empatada tecnicamente com o Covas, e Rossi está caindo’’, disse Marta. A candidata afirmou que, se eleita, não pretende demitir servidores. ‘‘Nesse momento de crise, não é hora para por gente na rua’’, declarou.
Marta ironizou explicações de Rossi para a queda nas pesquisas. ‘‘Ele é como sabonete, vai pra lá, vai pra cá.’’ A candidata reafirmou que vai rever os contratos de empresas privatizadas. ‘‘Muitos deles não protegem o consumidor.’’ Ela referiu-se à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que, como empresa pública, tinha dez horas de blecaute aceitas por ano. ‘‘Os compradores exigiram 30 horas e o governo estadual atendeu as exigências, mas o correto seria estabelecer cinco.’’

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