Faltando dez dias para o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, os marqueteiros das campanhas dos candidatos à Prefeitura de Londrina estão trabalhando intensamente para definir o perfil mais adequado dos prefeituráveis. Para a maioria, o importante é apresentar a trajetória política, esclarecer as propostas e cativar o eleitor.
O coordenador de marketing da campanha de Alexandre Kireeff (PSD), Cláudio Osti, da Mais Comunicação, diz que a ideia é mostrar que Kireeff vem de uma família tradicional, que ''sempre trabalhou por Londrina'' e que é possível desenvolver projetos empreendedores também no poder público. ''Ele entrou na disputa praticamente por rebeldia, diante dos sérios problemas na política de Londrina nos últimos anos'', comenta Osti. ''Ele quer demonstrar que é possível tomar decisões em benefício da maioria.'' Osti acredita que a campanha vai conseguir suprir o currículo pouco conhecido de Kireeff diante do eleitorado, já que nunca ocupou cargos públicos.
O setor de marketing da campanha do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT) ficou sob responsabilidade do publicitário Júlio César Rodrigues, da SJR Propaganda, de Londrina. ''Ainda estamos definindo as estratégias, mas vamos fazer uma campanha limpa, destacando os pontos positivos do Barbosa, que cumpriu em três anos de governo pelo menos 90% do que prometeu na campanha anterior.'' Rodrigues evitou falar sobre como irá trabalhar a recente cassação do mandato de Barbosa pela Câmara, que fica com os direitos políticos suspensos. ''A informação que temos dos advogados é que a candidatura é válida e vamos ressaltar o bom trabalho que ele fez como prefeito.''
A campanha do candidato Luiz Eduardo Cheida (PMDB) será coordenada pelo publicitário Paulo Nobre, da Nobre Propaganda, também de Londrina. ''O Cheida passa muita tranquilidade e experiência e ele vai ser a grande estrela da nossa campanha'', diz. ''Vamos fazer uma campanha atraente, com velocidade, dinâmica e propostas claras para o eleitor.'' O fato de Cheida ser bastante conhecido em Londrina - já foi prefeito, é deputado estadual e disputou as últimas eleições sem chegar ao segundo turno - não é garantia de menos trabalho para a equipe de marketing. ''Ninguém se elege olhando pra trás. Vamos lembrar os bons projetos do Cheida, mas temos propostas para a Londrina de agora'', adianta Paulo Nobre.
O candidato do PP, Marcelo Belinati, apesar de estar no terceiro mandato como vereador, também precisará de apresentação ao público. ''O primeiro programa na televisão vai ser dedicado a mostrar ao eleitor quem é o Marcelo Belinati, cujos pontos fortes são a simpatia e a humildade'', afirma o coordenador geral da campanha, Fernando Nicolau, que também é presidente do PP. Segundo ele, não há um coordenador de marketing, mas uma equipe de jornalistas e profissionais da comunicação. ''Vamos investir também nas redes sociais, rádio e internet para que os eleitores conheçam o Marcelo, saibam que ele é médico em Londrina, foi duas vezes o vereador mais votado e sempre teve uma conduta ilibada na Câmara.''
A campanha de Márcia Lopes (PT) deve ter pouca novidade em relação ao que a candidata já tem demonstrado em suas participações públicas. ''Vamos trabalhar sobre três eixos básicos: a experiência da Márcia na vida pública, como primeira secretária de Assistencia Social de Londrina, vereadora e os cinco anos no Ministério de Desenvolvimento Social; o fato de ser a única mulher na disputa; e sua ligação e fácil trânsito com o governo federal'', afirma Lúcia Calasso, jornalista da agência War Map, de São Paulo. ''Vamos fazer uma campanha diversificada com todos os meios disponíveis, com foco nos programas de televisão e nas redes sociais.''
A campanha de Valmor Venturini (PSOL) não tem um coordenador de marketing. É o secretário do partido, Lucas Perucci, e o próprio candidato quem estão definindo as estratégias. ''Não queremos apenas passar a imagem de um candidato militante e comprometido com a transparência, mas efetivamente tentar aumentar a participação das pessoas nas discussões políticas e no controle social'', garante Perucci, lembrando que Venturini foi filiado ao PT e ajudou na construção do PSOL em Londrina. ''Vamos discutir os escândalos e os problemas recorrentes que a cidade tem enfrentado. Queremos o voto das pessoas indignadas e descrentes na política da forma como é feita hoje.''

mockup