Curitiba – Em busca da vitória nas urnas, no dia 6 de outubro, os marqueteiros dos principais pré-candidatos ao governo do Paraná já estão com a mão na massa. A meta é apresentar seus clientes como a melhor opção para o eleitor, na briga pela sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). Publicitários, jornalistas e produtores estão às voltas com pesquisas de opinião, idéias e estudos para programas de governo.
Com a missão de passar a melhor imagem dos candidatos e corrigir falhas, as equipes de comunicação e marketing se debruçam sobre currículos, pontos fortes e fracos, e traçam as primeiras linhas do que – e como – será exibido no horário eleitoral gratuito a partir do dia 20 de agosto. As equipes também planejam cartazes, panfletos e todas as formas possíveis de apresentação dos candidatos na mídia.
O custo total de uma campanha varia bastante. Por enquanto, não se revelam números. A Folha apurou, extra-oficialmente, junto a especialistas do setor, que as campanhas mais modestas podem custar até R$ 5 milhões, enquanto as mais agressivas dezenas de milhões de reais, beirando os R$ 100 milhões no total.
É consenso entre as assessorias dos políticos que antes as campanhas consumiam mais sola de sapato dos candidatos. Hoje, quem não tiver um espaço mínimo em jornais, rádio e televisão não tem chances.
O publicitário de Curitiba Ernani Buchmann, da agência Get, é um dos coordenadores de Comunicação da campanha do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, pré-candidato do PSDB ao governo. Ele aposta na imagem jovem de Beto, aliada à força do sobrenome Richa. Beto é filho do ex-governador José Richa. O publicitário aponta que o ponto fraco de Beto também está na juventude. A imagem de Beto está sob a responsabilidade das agências Master e Get.
Eduardo Jaime, marqueteiro do pré-candidato Rubens Bueno (PPS), quer mostrar o deputado federal como o ‘‘diferencial’’ na briga pelo governo. ‘‘Entre 66% e 84% da população querem um candidato novo, diferente. É isso que pretendemos passar’’, afirmou Jaime, da agência Guerra.
Toda essa produção publicitária, no entanto, precisa obedecer ao calendário eleitoral. O horário eleitoral gratuito só começa, em obediência à legislação, no dia 20 de agosto, e se estende até 3 de outubro. As inserções às quais os partidos políticos têm direito (as propagandas partidárias) encerram-se em junho. Depois, os candidatos só voltam à tevê no horário eleitoral.
Mesmo com toda essa mobilização, alguns nomes podem não prosperar. Nem todos vão se viabilizar como candidatos majoritários, dependendo das costuras das chapas. As candidaturas precisam de formalização nas convenções que, por lei, acontecem entre 10 e 30 de junho. O registro oficial de candidatos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), vai de 1º e 5 de julho.

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