O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PPS) disse ontem em Londrina que os bancos Marka e FonteCindam são ‘‘dois bagrinhos na lagoa, onde tem muito peixe graúdo’’. As duas instituições estão sendo investigadas pela CPI do Sistema Financeiro no Senado por terem comprado dólares do Banco Central (BC) a preço inferior ao de mercado, na véspera da desvalorização do Real.
‘‘A CPI precisa investigar a lista do deputado Mercadante (Aloísio, do PT-SP) na qual os bancos venderam dólares durante vários dias antes da desvalorização e, na véspera, entraram comprando tudo’’, acusou. Segundo o ex-ministro, na desvalorização cambial, o País perdeu mais de R$ 8 bilhões ‘‘por claro vazamento de informação privilegiada’’.
Ciro Gomes, que também é vice-presidente nacional do PPS, cumpre, desde ontem, um roteiro de visitas políticas de três dias no Paraná, acompanhado do presidente regional da sigla, deputado federal Rubens Bueno e do deputado federal Márcio Bittar (PPS-AC).
Além das farpas ao BC, Ciro Gomes não poupou críticas à CPI do Judiciário (ler matéria abaixo) e ao presidente nacional do PDT, ex-governador do Rio Leonel Brizola, que defende a renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso.
‘‘Não podemos considerá-lo (Brizola) um socialista. É um populista com viés fascista como o (Juan Domingos) Peron e o Getúlio Vargas’’, declarou, durante café da manhã, em Curitiba, para uma platéia de empresários na Associação Comercial do Paraná (ACP). O ex-governador disse ainda que suas críticas a Brizola não comprometem o ‘‘Movimento Diálogo Nacional’’, que pretende unir a oposição num único projeto político-administrativo.
Ele afirmou que o próximo passo do movimento, iniciado por ele há cerca de 20 dias, é conversar com outras siglas, incluindo PL, setores do PSDB e o PDT. Com o PT, a conversa foi na semana passada.
Ex-candidato à presidência da República nas eleições passadas, Ciro Gomes disse estar confiante na sobrevivência do PPS à reforma política. Ele não acredita em mexidas significativas porque diversos pontos da reforma envolvem a estrutura de partidos maiores como PSDB, PFL e PMDB.Em LondrinaCiro Gomes discursa na Câmara de Londrina, observado por Márcio Bittar, Renato Araújo e Rubens Bueno. Acima, Ciro e o diretor do Fórum, Dimas OrtêncioPatrícia Zanin e
Leandro Donatti

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