Curitiba - A atual primeira-dama Maristela Quarenghi de Mello e Silva, esposa do candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB), tirou férias do cargo de diretora do Museu Oscar Niemeyer para se dedicar à campanha, assim como vários integrantes do primeiro escalão.
Neste segundo turno, Maristela tem se dedicado mais a visitas e encontros com lideranças femininas, ao contrário do que fez na campanha de Requião quando ele foi eleito governador do Paraná pela primeira vez, em 1990 (mandato de janeiro de 1991 a abril de 94).
Naquela campanha, Maristela, que cursou Jornalismo e já trabalhou na área de Comunicação e Marketing, se dedicou basicamente aos programas de TV de Requião. Ela ficava no estúdio, acompanhando as gravações e edições. Foi assim também na campanha de Requião para prefeito, em 1985, quando Maristela ficava no estúdio de gravações.
Em entrevista à Folha, Maristela lembra que já fez de tudo um pouco nas campanhas do peemedebista, seja para deputado, prefeito de Curitiba, senador ou governador. ''Agenda de candidato é muito cheia, viaja muito, tem comícios, entrevistas. Sempre participei das campanhas do Requião, sempre me envolvi.'' Maristela, casada há 37 anos com Roberto Requião.
No dia 18, em um evento para mulheres em Curitiba, Maristela abordou um dos principais assuntos que têm rendido ataques ao peemedebista no horário eleitoral. Depois de uma brincadeira com uma trabalhadora, Requião foi acusado de não respeitar as mulheres. ''O nosso adversário tentou construir uma imagem do Roberto com uma brincadeira feita em um momento de descontração. Ele estava em uma empresa festejando o aumento de postos de trabalho, mas a imagem foi usada para mostrar falta de respeito com as mulheres'', criticou ela. Participavam do evento cerca de 400 empresárias, professoras, artistas, sindicalistas, médicas, secretárias e aposentadas, segundo o comitê de campanha de Requião.

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