Brasília - Em meio à indefinição sobre um esperado reajuste dos soldos, a área militar levou recentemente ao Planalto outra grande preocupação do setor, especialmente da Marinha: a falta de um plano de segurança para a fronteira marítima do Brasil, a chamada Amazônia Azul. O Comando da Marinha já encaminhou à Casa Civil uma proposta de fortalecimento de segurança nessa fronteira marítima, mais extensa e mais desguarnecida do que a conhecida Amazônia Verde. ''A Marinha precisa de meios para, num futuro próximo, fazer valer os direitos do Brasil sobre o mar da região'', disse o comandante da Marinha, almirante Roberto de Guimarães Carvalho, ao lembrar que mais de 95% do comércio exterior brasileiro é feito por via marítima, assim como mais de 80% do petróleo também dali é extraído.
A Amazônia Azul é formada pela soma da Zona Econômica Exclusiva, que constitui propriedade exclusiva do País, e pela Plataforma Continental, o prolongamento natural da massa terrestre de um Estado costeiro, que estende a propriedade econômica do Estado a até 350 milhas marítimas por toda a costa. Essas áreas, que caracterizam a imensa Amazônia Azul, representam 4,5 milhões de quilômetros quadrados, o que acrescenta ao País mais de 50% de sua extensão territorial.

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