Maringá planeja seus próximos 10 anos
Cidade promove audiências públicas para ouvir os desejos dos cidadãos para elaborar a revisão do plano diretor, previsto para estar pronto no ano que vem
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Cidade promove audiências públicas para ouvir os desejos dos cidadãos para elaborar a revisão do plano diretor, previsto para estar pronto no ano que vem
Pedro Moraes - Grupo Folha 

A população de Maringá e as associações da sociedade civil estão ajudando a planejar o futuro da cidade na próxima década. A prefeitura e o Ipplam (Instituto de Pesquisa e Planejamento de Maringá) estão promovendo audiências públicas para elaborar os objetivos da sociedade que irão servir de base para a elaboração da revisão do Plano Diretor. O documento já deveria ter sido feito em 2016, mas deverá ficar pronto até o fim do ano que vem – inclusive votado pela Câmara de Vereadores. Na próxima semana, as audiências serão em cinco diferentes regiões do município. “Tem sido uma experiência muito interessante. A população vem demonstrando ter uma grande preocupação não só que seja uma cidade humanizada, com respostas sobre saúde, educação e lazer, como pensam na área econômica e o desenvolvimento a médio prazo”, afirmou o arquiteto Edson Luiz Cardoso, presidente do Ipplam.
O plano diretor deve promover o uso e ocupação do solo urbano e rural para atender as necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, justiça social e desenvolvimento de atividades econômica. “Depois de encerradas as audiências, juntaremos os objetivos traçados pela população com os diagnósticos que traçamos e vamos elaborar propostas para diversas leis que regulamentam os setores da cidade. Com o texto pronto, novamente ouviremos a população antes de encaminhar para a Câmara”, explicou Cardoso, que chefia uma equipe multidisciplinar envolvendo desde arquitetos a advogados.
CAMINHOS

Segundo o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), que rege o Plano Diretor, o documento é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. O resultado do trabalho é parte fundamental do município e tem suas diretrizes incorporadas pelo orçamento municipal, plano de metas e diretrizes orçamentárias. “A questão sobre a habitação, que é tão delicada para a nossa cidade, é parte deste plano, mas também passa a preocupação em expandirmos e preservarmos o urbanismo que tanto nos dá orgulho”, detalhou. “Vamos elaborar planos de longo prazo que não só permitam que a cidade seja sustentável, como teremos caminhos para devolver à população em políticas o valor investido nos impostos”.
Até agora foram feitas três audiências – a mais recente na noite desta segunda-feira (19) – na Câmara Municipal, com excelente quórum. “Nossa população vem demonstrando ser 'maringaísta', defensora da cidade e tem muito orgulho do fato de viver em uma cidade planejada. Apesar de ela não ter sido sempre bem tratada, conseguiu-se manter muito do espaço urbano organizado”, defendeu o arquiteto, que conta com a colaboração de especialistas das universidades locais, como a UEM (Universidade Estadual de Maringá) para desenvolver o projeto. “Nosso grupo de acompanhamento não tem somente técnicos. Ele está bem representado por diversos setores da sociedade. Contamos inclusive com um integrante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)”, concluiu Cardoso.


