As eleições municipais de Maringá, a terceira maior cidade do Estado, deverão contar com pelo menos sete candidatos - a maior parte pertencente à base de apoio ao governo Lula (PT). Pelo menos dois dos postulantes também disputam o apoio do governador Roberto Requião (PDMB). Já tiveram os nomes homologados em convenção o ex-prefeito João Ivo Caleffi (PMDB) e o sindicalista Claudemir Romancini (Psol). As convenções ocorrem hoje e amanhã. A regionalização da disputa deverá colocar lado a lado partidos que, em plano nacional, estão em lados opostos.
  O prefeito Sílvio Barros (PP), que pertence a um partido da base de sustentação a Lula, pretende coligar com o PSDB, um dos principais expoentes da oposição. ‘‘Também temos grandes chances de compor com o PR e o PHS, e uma boa possibilidade com o PTB e PDT’’, disse Barros. O candidato a vice-prefeito ainda está indefinido. A coligação pretender chegar a sete minutos no horário eleitoral de rádio e TV.
  O ex-prefeito João Ivo Caleffi, que perdeu para o atual prefeito o segundo-turno de 2004, acredita que a política nacional terá pouco influência na disputa local. ‘‘A eleição municipal é focada nos assuntos da cidade. A questão ideológica tem menos importância’’, avaliou. O PMDB deve fechar coligação apenas com o PTN e alcançar cinco minutos de propaganda. Caleffi disse não ter dúvidas de que receberá o apoio de Roberto Requião - apesar da disputa contar com o ex-secretário estadual de Planejamento, Ênio Verri (PT), também da base de apoio ao governador. A candidata a vice é a peemedebista Akemi Nishimori - esposa do deputado estadual oposicionista Luis Nishimori (PSDB).
  Ênio Verri, que é do mesmo partido de Lula, tem opinião diferente sobre o posicionamento de Requião em Maringá. ‘‘Ele não se manifesta no primeiro turno. Vai aguardar o segundo e apoiar quem passar.’’ O ex-secretário também acredita que a disputa será ‘‘mais municipalizada que federalizada’’. O PT espera chegar a 6 minutos no horário eleitoral por meio de coligação com o PV, PC do B e PSDC. O candidato a vice permanece indefinido.
  Outro candidato da base de apoio a Lula é Wilson Quinteiro (PSB), quinto colocado nas últimas eleições para a prefeitura. O advogado pretende fechar coligação com o DEM (ex-PFL) e diz que há possibilidade de também atrair o PDT e o PPS. O tempo de exposição pode chegar a 5
minutos.
  Já o deputado estadual Dr. Batista (PMN), que terminou as eleições de 2004 em terceiro lugar, ainda não definiu a candidatura. Ele diz que pretende lançar seu próprio nome, mas a vaga também é postulada pelo presidente estadual da sigla, Willy Taguchi. ‘‘Vamos ter consenso até a convenção deste domingo.’’ Eventual coligação com PTN e PSC pode dar quase dois minutos ao candidato na propaganda gratuita.
  O único postulante verdadeiramente de oposição aos governados federal e estadual, é o ex-presidente da Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Maringá (Capsemma), Claudemir Romancini. ‘‘Lula e Requião é tudo irmão, a gente não apóia nenhum deles. Nós fazemos é a defesa estratégica do socialismo’’. O PSOL tenta atrair para a coligação o PSTU - que pode lançar a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismmar), Ana Pagamunicci. ‘‘O melhor seria estarmos juntos’’. No horário eleitoral, Romancini espera chegar a um minuto.
  O último nome anunciado para a disputa é Rogério Mello (PT do B), que ficou em último lugar na votação de 2004. Por ora sem coligação, terá menos de sessenta segundos. ‘‘Ainda existe a possibilidade da gente desistir, mas é remota’’.

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