Maringá - O juiz da 3 Vara Cível de Maringá, Claudio Camargo dos Santos concedeu liminar permitindo que a Prefeitura de Maringá suspenda o pagamento de uma dívida da Urbamar contraída na gestão passada. A ação impetrada pela prefeitura contra o Banestado visa cessar o pagamento da dívida que gira em torno de R$ 2,8 milhões e a devolução de aproximadamente R$ 1,9 milhões por parte do Banestado.
De acordo com o procurador jurídico da prefeitura, Alaércio Cardoso, a dívida foi contraída em 1997 para obras do Novo Centro. Na época, a Urbamar, uma empresa mista responsável pela urbanização do Novo Centro de Maringá conseguiu financiamento junto ao Banestado no valor de R$ 5 milhões.
Em cinco anos, a Prefeitura de Maringá já pagou R$ 9,6 milhões e ainda tem R$ 2,8 milhões de dívida. Na ação, Cardoso questiona os altos juros cobrados pelo banco e afirma que a prefeitura não só já pagou a dívida como tem para receber do banco cerca de R$ 1,9 milhões.''A liminar nos permite agora questionar todos os demais contratos'', disse ontem Cardoso. Segundo ele a prefeitura tem cerca de 40 contratos de financiamentos bancários. A dívida da Prefeitura de Maringá só com os bancos gira em torno de R$ 100 milhões
Conforme o secretário de Fazenda, Ênio Verri, a prefeitura pagar cerca R$ 1,2 milhão só em serviços de amortização da dívida bancária. Este ano, contando os juros e multas, o total da dívida com os bancos deve somar R$ 18 milhões. A expectativa, segundo ele, é que a prefeitura consiga, através de novas ações que serão impetradas contra os bancos, reduzir o montante pelo menos pela metade. ''Se conseguirmos reduzir para R$ 600 mil mensal o pagamento das parcelas com dívidas bancáras poderíamos por exemplo sanar o déficit na saúde pública do município'', comparou.

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