Marcos Zanatta
De Maringá
Entidades de trabalhadores de Maringá reiniciaram ontem a coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular que pretende mudar a lei contra a corrupção eleitoral. Na primeira etapa, realizada em novembro do ano passado, foram coletadas pouco mais de 13 mil assinaturas em Maringá. ‘‘Queremos passar de 5 mil adesões até o próximo sábado’’, promete o advogado Lelis Vieira da Silva, presidente da subseção local da OAB.
O projeto precisa de 1% do eleitorado do País para ser apresentado. O Brasil tem pouco mais de 106 milhões de eleitores. As mudanças propostas na lei, explica Vieira, pretendem acabar com a compra de votos nas eleições em todos os níveis. De crime, a compra de eleitores passa também a ser considerada ‘‘infração’’, o que prevê a cassação imediata da candidatura do político que praticá-la. Ele também fica sujeito a multas pesadas, que irão variar de 1 mil a 50 mil Ufirs.
Apesar da primeira fase da campanha ter sido um sucesso, com Maringá coletando um número maior de assinaturas no Paraná, ainda faltam adesões. Além de uma barraca na Praça Raposo Tavares, onde os eleitores são abordados por voluntários, os organizadores pretendem ‘‘ir atrás’’ de assinaturas. ‘‘Já estamos trabalhando com os candidatos ao vestibular e vamos levar a lista para as empresas que mais empregam na cidade’’, afirma Vieira. Para assinar é preciso apenas apresentar o título eleitoral e informar o endereço.

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