Marina Silva registra Rede no TSE
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
João Domingos<br>Agência Estado 
Brasília - A ex-ministra Marina Silva aumentou a pressão sobre a Justiça Eleitoral para viabilizar seu partido, a Rede Sustentabilidade. Marina protocolou ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido definitivo de registro da legenda, lastreado por documentos de cartórios referentes a 304 mil assinaturas já validadas pelos tribunais regionais. Para conseguir o número mínimo de 492 mil assinaturas exigido pela legislação para a criação de um novo partido, restam ainda 188 mil. A ideia dos articuladores da Rede é entregar ao TSE a papelada paulatinamente assim que for liberada dos cartórios.
O advogado da Rede, Gaudêncio Torquato, disse que até o dia primeiro de outubro o TSE deverá dizer se o novo partido estará ou não aprovado. Haverá, na opinião dele, tempo suficiente para que os interessados em se filiar à Rede possam fazer a opção, pois o prazo final para a troca de partido e de filiação é o dia 5 de outubro. Dos atuais deputados federais, cinco deverão se filiar à Rede: Walter Feldman (PSBD-SP), Domingos Dutra (PT-MA), Simplício Araújo (PPS-MA), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ).
No requerimento de registro, a Rede pediu ao TSE que ordene aos TREs urgência no exame de assinaturas ainda não verificadas. Ao todo, a Rede coletou mais de 850 mil fichas. Descartou cerca de 200 mil e ainda teve outras 93.356 invalidadas pela Justiça eleitoral.
Marina admitiu que pode vir a ser candidata, decisão que ela vinha se negando a comentar. "Não estou no lugar de candidata. Há possibilidade de ser candidata? Sim. É apenas uma possibilidade", disse ela, ao ser indagada se está animada para a campanha, agora que seu partido pode vir a ser registrado e com os números favoráveis a ela nas últimas pesquisas, nas quais aparece empatada tecnicamente com a presidente Dilma Rousseff.
"Digo que as pesquisas registram um momento da realidade política, um momento em que os eleitores estão avaliando sua decisão. Não devemos tomar isso como algo definitivo. É um processo de tomada de decisão dos brasileiros. Mas, obviamente que as pesquisas vão fazendo as fotografias de determinados momentos das posições dos eleitores brasileiros", afirmou Marina Silva.


