Curitiba - Depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), na quarta-feira, ontem foi a vez da presidenciável Marina Silva (PV) fazer campanha no Paraná. Ela chegou no início da noite a Curitiba e foi recepcionada por um ''Marinaço'' no centro da cidade. A chuva e o atraso da candidata - que esteve em Porto Alegre (RS) durante o dia - levaram ao cancelamento de uma caminhada e um comício.
Marina comentou as pesquisas eleitorais, que mostram um crescimento de sua candidatura perante queda dos dois adversários que ocupam as primeiras posições na intenção de votos. ''Agora as pesquisas estão mostrando o que nós já sabíamos pelas ruas há muito tempo. O que está nas ruas é muito maior do que as pesquisas conseguem alcançar. Nós estamos criando uma verdadeira onda verde que vai para o segundo turno.'' Segundo ela, suas propostas e o fato de ter evitado o ''vale-tudo'' eleitoral faz dela uma candidatura viável para segundo turno, que defendeu como melhor forma de fazer um debate.
''Nós dissemos que não ia ser um plebiscito, ia ser um processo político. Dissemos que não queríamos um embate, queríamos um debate. E estamos vendo a população querendo o debate. E a melhor forma de fazer o debate é aprofundá-lo no segundo turno com tempo igual, onde cada candidato vai poder expor as suas opiniões e se comprometer com o Brasil.''
Sobre a indefinição da aplicação da Lei da Ficha Limpa ainda nestas eleições, Marina diz lamentar profundamente. ''É fundamental que a gente tenha uma depuração das instituições públicas e a instituição política está completamente atrasada. Nós avançamos na área social, na área econômica, na sociedade civil, mas lamentavelmente a política foi para o vale-tudo.'' Ela destacou a importância do Paraná no cenário eleitoral, ao dizer que o povo tem consciência política muito apurada.

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