Marina pressiona e PV recua sobre apoio
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sábado, 09 de outubro de 2010
Folhapress 
São Paulo - Pressionada pela ex-presidenciável Marina Silva, a direção do PV prometeu respeitar o cronograma negociado com ela e esperar até a convenção do próximo dia 17 para decidir o rumo do partido no segundo turno. O acordo foi selado em reunião entre as duas alas que disputam o controle da sigla: a ligada ao presidente José Luiz Penna, inclinada a declarar apoio imediato a José Serra (PSDB), e a de Marina, que tende à neutralidade.
Aliados da senadora chamaram de ''tentativa de golpe'' a ideia de transferir a decisão para a Executiva Nacional, controlada por Penna. O presidente do PV-SP, Maurício Brusadin, admitiu que nada impede um dirigente de encaminhar a proposta na Executiva.
Ontem, Marina e Penna deram entrevista lado a lado e tentaram disfarçar o clima de mal-estar. Ela apresentou uma versão resumida de seu plano de governo e disse que pode não se encontrar com Serra e Dilma Rousseff (PT). ''Eles podem ter conhecimento (das propostas) independentemente de conversarem conosco'', afirmou.
Ao lado de Penna, Marina alegou que a direção do PV não seria o alvo de suas críticas ao fisiologismo em reunião com colaboradores de campanha, reveladas pela Folha de S. Paulo. ''Fiz uma menção de que tem gente por aí (que aceita cargos), sem fazer referência ao partido ou a dirigentes do partido'', disse.
Ela reclamou de informações ''obtidas por meios ilícitos''. A reportagem reproduziu suas falas de forma lícita, com a colaboração de participantes do encontro. Questionada sobre a existência de fisiologismo no PV, a senadora desconversou: ''Você acha que existem lugares que são perfeitos?''


