Marina discute candidatura só em 2010
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domingo, 30 de agosto de 2009
Agência Estado 
São Paulo - A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou ontem, em São Paulo, que só no ano que vem discutirá com o Partido Verde uma possível candidatura à Presidência da República. Marina explicou que, desde que iniciou as negociações com a Executiva do PV, deixou claro que a candidatura seria um ponto secundário. Em primeiro lugar, disse ela, vem a revisão do programa do partido. ''Fico honrada com o convite para ser candidata e pelo acolhimento popular, mas a minha decisão só será em 2010'', afirmou.
O vice-presidente do PV, Alfredo Sirkis, completou a afirmação da senadora dizendo que, quando Marina diz que sua candidatura será decidida de 2010, é uma resposta contrária à antecipação da campanha eleitoral feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já definiu seu apoio ao nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Na visão de Sirkis, Lula prestou um desserviço à sociedade brasileira ao antecipar o processo eleitoral. ''Assuntos importantes que deveriam ser debatidos no País foram deixados de lado por causa da campanha a presidente'', criticou.
Evangélicos
Marina relativizou a importância da força do voto evangélico no País. ''Eu sou evangélica e faço questão de professar a minha fé, mas acho que não devemos fazer nenhum apartamento de classes no Brasil.'' A possível candidatura de Marina Silva à Presidência da República, pelo PV, deve enfraquecer o PT também em um dos seus redutos mais antigos e dedicados - o das comunidades eclesiais de base, as CEBs.
Segundo a senadora, cada eleitor votará de acordo com suas convicções em relação ao que pensa sobre a preservação ambiental, já que esta será uma das principais bandeiras do partido. Segundo Marina, o eleitor faz parte de um Estado que é laico.
A senadora preferiu não entrar na provocação de como seria uma disputa eleitoral de ''mulher para mulher'' em 2010, levando em conta sua esperada candidatura e a provável participação de Dilma. ''Tanto mulheres quanto homens estão dispostos a fazer um debate sobre uma candidatura feminina'', afirmou. ''O Brasil tem se preparado para isso. A vantagem de ter uma candidatura feminina é que a mulher tem capacidade de dividir a autoria das coisas. Não se deve estabelecer uma guerra entre homens e mulheres.''


