Rio de Janeiro - A candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) defendeu o desenvolvimento de uma política específica para o combate à violência contra a mulher. Para ela, um dos passos é dar meios para que as mulheres se tornem mais independentes financeiramente, criando oportunidades de trabalho e aumentando a oferta de vagas em creches para que elas tenham com quem deixar os filhos.
''A falta de independência financeira e às vezes até a dependência emocional das mulheres fazem com que elas se sintam fragilizadas para enfrentar seus agressores'', disse. Ela defendeu ainda a criação de locais de acolhimento para as vítimas de violência e a punição dos agressores.
Ao deixar a Casa de Marina na favela, a candidata encontrou em uma rua da comunidade um grupo de crianças e adolescentes que voltavam de uma aula de futebol. Marina parou para conversar com o instrutor, um voluntário da própria favela, e quis saber se todos frequentavam a escola. Ao saber que um deles, de 13 anos, tinha abandonado os estudos, Marina foi até o menino e contou a ele sobre sua alfabetização tardia, aos 16 anos. ''Fiz um pedido para ele, para ele voltar a estudar'', disse.
Depois, durante caminhada pelo centro do Rio, o assunto voltou à tona quando a candidata foi interpelada pela aposentada Maria Aparecida de Jesus, 58. ''Eu também só fui alfabetizada aos 15 anos, porque desde criança trabalhava como doméstica. Aprendi a ler numa lata de cera'', contou a mulher.
Durante a caminhada, Marina parou para cumprimentar e tirar fotos com eleitores. Também colou um adesivo num carrinho usado por um ambulante para vender doces e biscoitos. ''Estou transformando seu carrinho numa Casa de Marina.''

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