São Paulo - Num café da manhã com colaboradores de campanha ontem, na capital paulista, a candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, classificou o episódio do vazamento de dados sigilosos da Receita Federal de ''situação de descontrole'' e alertou quanto à vulnerabilidade da instituição. ''Onde já se viu mais de 40 pessoas estarem envolvidas na quebra de informações sigilosas que devem ser respeitadas pela legislação brasileira?'', questionou. ''Os brasileiros todos estão vendo uma situação de vulnerabilidade num sistema que tem a obrigação legal de proteger o cidadão'', emendou, cobrando do ministro da Fazenda, Guido Mantega, uma posição sobre o episódio.
Ao defender a apuração rigorosa do episódio do vazamento de dados sigilosos da Receita Federal, a presidenciável do PV ironizou o discurso dos adversários sobre a eficiência administrativa. ''Nós temos de ter gestão. Em um mundo em que as pessoas se vangloriam tanto da gestão e da gerência, que gerência é essa?'', indagou, sem citar nomes.
Durante o encontro, realizado num sofisticado café no bairro do Itaim Bibi, na zona sul da capital paulista, a candidata voltou a falar da preocupação com o clima de 'já ganhou' que vem crescendo desde a ampliação da vantagem da candidata petista, Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto. ''Eu me preocupo muito com esse clima de já ganhou antes do tempo (numa referência à campanha petista), ou de entregar a toalha antes do tempo (numa referência à campanha do presidenciável tucano José Serra). Estou aqui na disputa para ir para o segundo turno.'' E frisou: ''Não se pode colocar o carro diante dos bois''.

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