Mariluz terá nova eleição em dezembro
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sábado, 06 de outubro de 2001
Vânia Moreira <br> De Umuarama 
O TRE marcou as novas eleições em Mariluz (35 quilômetros a sudoeste de Umuarama) para o dia 16 de dezembro. O município ficou sem prefeito e sem vice no primeiro ano da administração. O vice-prefeito Aires Domingues (PPS) foi assassinado em fevereiro junto com o presidente do PPS, Carlos Alberto Carvalho, o Carlinhos Gordo. O prefeito, padre Adelino Gonçalves (PMDB), foi cassado pela Câmara em setembro sob a acusação de improbidade administrativa. Adelino também é acusado de ser o mandante das mortes de Aires e Carlinhos Gordo. Ele esteve preso mas obteve liberdade para responder às acusações.
Apenas dois grupos devem disputar a eleição. Os aliados de padre Adelino (peemedebistas e petistas) pretendem lançar o comerciante Aparecido Pinheiro de Macedo, o Cido Pinheiro. Os demais partidos devem se unir para tentar derrotar o candidato do padre. O nome mais cotado para enfrentar Cido Pinheiro é o do ex-prefeito Luiz Albino Borgheti (PFL).
Outro ex-prefeito, Brás Brilhante (PPB), que perdeu a eleição no ano passado para Adelino, também teria pretensão de concorrer. Já o prefeito interino, Benedito Oscar (PPB), não quer disputar a eleição e reassumirá a presidência da Câmara em janeiro.
Os partidos políticos de Mariluz (PMDB, PT. PFL, PPB, PSDB e PPS) terão apenas 10 dias para fazer as convenções e indicar os candidatos. O prazo vence no dia 14. O PMDB já marcou sua convenção para o dia 10. A coordenadora da campanha dos peemedebistas, Ivone Perecin, disse que Adelino vai participar da campanha, mas não deve subir em palanques para evitar eventuais atos de hostilidade.
Políticos e eleitores esperam uma campanha tensa. Desde o duplo homicídio, Mariluz vive em clima de medo e tensão. A cidade já foi palco de mais de uma dezena de protestos, alguns violentos. Na semana passada, três rapazes foram presos depois de pichar em muros frases ameaçadoras contra Adelino e o novo pároco da cidade, padre Borges.
O chefe de gabinete da prefeitura, Juarez dos Santos Júnior, diz que os acontecimentos modificaram muito o cenário político de Mariluz. ''Antes, os adversários conviviam pacificamente, eram até amigos fora da política. Agora, muitos se tornaram inimigos pessoais '', observou.


