Marielle, Evangelista e Vilma Santos são lembrados na Câmara
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quinta-feira, 14 de março de 2019
Vitor Struck <br> Reportagem Local 

O dia que marcou um ano do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, não passou em branco na Câmara Municipal de Londrina - mas não por conta da atuação de algum parlamentar. Na sessão desta quinta-feira (14), cerca de 15 pessoas estiveram presentes na Câmara Municipal de Londrina, onde faixas foram erguidas e palavras de ordem foram proferidas.
"Nós não temos mais lágrimas para chorar neste momento, o que temos é sede não só de justiça, mas de mudanças nas estruturas. Angela Davis disse aqui no Brasil que quando a mulher preta avança, quando a mulher trans avança, a população LGBT, a população pobre deixa de ser roubada no seu cotidiano, todo o País avança. Nós precisamos avançar e mudar as estruturas", afirma Luiza Braga, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Londrina.
Na ocasião, os assassinatos dos londrinenses Matheus Evangelista e Vilma Santos, a Yá Mukumbi, também foram lembrados. Evangelista foi morto, aos 18 anos, em março do ano passado, enquanto participava de uma festa na zona norte de Londrina. A reconstituição do crime apontou que o jovem morreu após ter sido baleado no pescoço pelo guarda municipal Fernando Neves, que atendia a uma ocorrência por perturbação do sossego ao lado do colega Michael de Souza. Os dois vão a juri popular após decisão da juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elizabeth Kather.
Já Vilma Santos, a Yá Mukumbi, foi assassinada em 2013, aos 63 anos. Líder do movimento negro em Londrina, Mukumbi não resistiu aos ferimentos de faca cometidos por Diego Ramos Quirino. Outras duas familiares também foram assassinadas.
Em alusão à data uma apresentação musical também foi realizada na Concha Acústica de Londrina. (Leia mais na pág. 7)


