Maria Marta substitui Botto de Lacerda na PGE
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terça-feira, 13 de março de 2007
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) confirmou, no final da tarde de ontem, a secretária da Administração e Previdência, Maria Marta Weber Lunardon, como substituta de Sérgio Botto de Lacerda no comando da Procuradoria Geral do Estado (PGE). O órgão tem status de secretaria e defende o Estado nas questões jurídicas. Botto ocupou a função nos últimos quatro anos. Nesse período, estiveram sob sua responsabilidade brigas jurídicas estratégicas para o governo Requião, como pedágio e transgênicos.
Maria Marta é procuradora dos quadros do Estado desde 1981 e especialista na área tributária. Ela responde pela pasta da Administração desde junho de 2004. A secretária vai acumular as duas funções.
A saída de Botto de Lacerda do governo Roberto Requião causou constrangimentos na reunião semanal do secretariado, ontem pela manhã. Requião, que chegou a dizer que a demissão não passava de ''boato para divertir a imprensa'', não quis falar sobre o tema. Nem deu entrevistas. A confirmação do pedido formal de demissão veio do secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro. ''Ontem à noite, ele (Botto) conversou com o governador e comunicou que não ficaria no governo. Depois me ligou. Ele me disse que Requião entendeu seus motivos e que a conversa havia sido amistosa'', disse Iatauro.
Botto de Lacerda informou à Folha sobre a saída do governo minutos depois da conversa com Requião. Ele garantiu que deixava a equipe governamental com a sensação de ter feito um bom trabalho. Durante quatro anos e dois meses no cargo, ele acumulou todos os principais cargos estratégicos da administração estadual. Além da Procuradoria Geral do Estado (PGE), por onde passam todas as ações judiciais e os precatórios (créditos garantidos por decisão judicial), Botto de Lacerda era estratégico para Requião nos conselhos das principais autarquias estaduais como a Sanepar, a Copel, a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). ''Ele era um belíssimo quadro para a administração pública'', disse Iatauro.
Botto de Lacerda sai do governo por divergências internas. Ele estava em rota de conflito com outros secretários considerados ''essenciais'' para o governo Requião. Ao pedir a demissão, ele reclamou de ''maus companheiros de governo''.
''Não iria disputar poder com ninguém. Vou seguir minha vida. Não tenho motivos para ficar me chateando com supostos companheiros de trabalho'', confindenciou Botto de Lacerda. Requião não queria que Botto deixasse o governo. No último domingo, lembrou que o procurador era advogado dele há 20 anos e de sua inteira confiança. (colaborou Maria Duarte)


