Marés quer apoio de ex-procuradores
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O advogado e diretor do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE), Carlos Frederico Marés de Souza Filho, irá assumir a Procuradoria Geral do Estado (PGE) no início de fevereiro. Até lá, Marés pretende repassar os projetos em andamento para o novo diretor e analisar os processos judiciais que tramitam na Justiça Estadual e no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). ''Não tenho muito o que temer. Tenho um corpo técnico afinado na PGE e pessoas altamente qualificadas.''
Marés pretende contar com os ex-procuradores gerais Sergio Botto de Lacerda e Jozélia Nogueira na discussão de alternativas processuais para casos emblemáticos como pedágio, multa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), acordo de acionistas da Sanepar e limitação de programação na Rádio e Televisão Educativa do Paraná (RTVE). ''Tenho boa relação com todos os procuradores da PGE, sei que trabalham bem. Meu nome sempre foi cogitado. Achava que poderia fazer um bom trabalho no BRDE e que não tinha sentido sair. Mas agora, precisamos de alguém que possa contornar os problemas internos e trabalhar com os valores que temos lá.''
A escolha de Marés foi por questões pessoais do governador Roberto Requião (PMDB) - ambos são amigos - e por questões políticas (Marés tem bom relacionamento com o grupo oposto a Botto e formado pelos Delazaris, por Heron Arzua e por Pedro Henrique Xavier). ''Não pretendo fazer nada sozinho. As estratégias jurídicas precisam ser bem pensadas. A decisão tem que ser coletiva. Um advogado sozinho erra mais'', pontuou.
Para Jozélia, que pediu exoneração na terça-feira após ser agredida verbalmente e publicamente por Requião, Marés será um bom conciliador. Marés foi procurador Geral do Estado no primeiro governo Roberto Requião (janeiro de 1991 a abril de 1994).
Manifestação
O PMDB lançou ontem um manifesto contra a decisão do desembargador Edgard Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, que proibiu governador Roberto Requião (PMDB) de fazer ataques a inimigos políticos, imprensa, procuradores e promotores do Ministério Público (MP) na TV Educativa. Outros quatro partidos se solidarizaram com o manifesto, lançado no final da manhã de ontem: PT, PV, PCdoB e PTC.
''Vamos fazer uma grande corrente de apoio e solidariedade à livre manifestação do governador e companheiro Roberto Requião, que está sendo vítima de uma censura. Querem calar a voz dele na Rádio e Televisão Paraná Educativa'', afirmou Doático Santos, secretário de Estado de Assuntos para Curitiba e presidente municipal do PMDB. Grande parte dos secretários de Estado esteve presente. Os manifestantes argumentaram que a ação de Lippmann contra Requião fere o artigo 5º, parágrafo 4º da Constituição Federal que diz que está garantida a livre manifestação do pensamento.


