No primeiro dia útil após assumir a Presidência da República, Dilma Rousseff recebeu o presidente da Câmara, Marco Maia, no Palácio do Planalto. Além de destacar a importância do trabalho conjunto entre os poderes Executivo e Legislativo sem abrir mão da autonomia de cada um, a presidente quis informações sobre o processo de escolha do deputado que vai presidir a Câmara a partir do dia dois de fevereiro.

Foi o que relatou Marco Maia, já lançado candidato ao cargo pelo PT. "Ela perguntou como estava indo o processo de discussão aqui na Câmara. Eu disse que nós estamos conversando e dialogando com todos os partidos, fazendo de forma muito cuidadosa a conversa com todos os parlamentares também, até porque estamos trabalhando no sentido de poder construir uma chapa de consenso que represente a pluralidade da Câmara dos Deputados e que respeite a proporcionalidade entre os partidos a partir do resultado eleitoral. Ela disse que isso para ela estava bem e que entendia que o melhor era que a Câmara pudesse ter um resultado o mais equilibrado possível."

Insatisfação na base


Marco Maia pode vir a enfrentar uma candidatura avulsa à Presidência da Câmara. O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) confirmou que um grupo de parlamentares de diversos partidos deve decidir até meados deste mês se lança um nome ao cargo. De acordo com Aldo, esses deputados se consideram excluídos da discussão que levou à escolha de Marco Maia como candidato.

Além de buscar o diálogo com as diversas bancadas, Marco Maia também afirma não temer que uma possível insatisfação do PMDB com a distribuição de cargos nos ministérios se reflita na sua candidatura.

"Isso, na minha avaliação, não terá impacto para o debate, para o diálogo que estamos fazendo aqui na Câmara. Queremos construir uma direção que seja plural, representativa, que aposte no diálogo e no entendimento entre os partidos políticos. Esse equilíbrio é que vai ser importante para a disputa que teremos em fevereiro. O que nós sentimos é um clima de todos querendo participar ativamente da composição do novo governo Dilma. Isso faz parte do processo político, democrático e do debate que é inerente à atividade parlamentar e política na Câmara", destacou.

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