A ex-vereadora londrinense e ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Márcia Lopes (PT) deverá desembarcar em Brasília em breve para assumir o Ministério das Mulheres, em mais um capítulo da dança das cadeiras do governo do presidente Lula (PT). Ela deve substituir Cida Gonçalves, cuja saída é dada como certa.

Uma fonte revelou à FOLHA que a possibilidade de a ex-ministra assumir tem sido pauta em Brasília há alguns dias, uma vez que Lopes já vinha sendo cotada para alguns ministérios de Lula - ela coordenou a área da Assistência Social durante a transição, em 2022. Já teria ocorrido um convite, mas a nomeação ainda não foi oficializada.

À reportagem, Lopes se limitou a dizer que "só o presidente pode anunciar qualquer decisão".

Formada em Serviço Social pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), Lopes é professora e tem um longo currículo no poder público. Em Londrina, foi secretária da Assistência Social (1993/1996) no governo do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida e vereadora (2000/2004). Em 2012, concorreu à Prefeitura de Londrina, ficando em terceiro lugar.

Em Brasília, após passar por secretarias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, foi nomeada titular da pasta, em 2010.

REFORMA MINISTERIAL

Aliados do presidente Lula avaliam que a queda de Juscelino Filho (União Brasil-MA), na semana passada, deve destravar a reforma ministerial do governo. O deputado deixou a pasta das Comunicações após denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) por corrupção passiva e outros crimes relacionados ao suposto desvio de verbas parlamentares. O governo anunciou o líder do União na Câmara, deputado Pedro Lucas, como novo titular da pasta, mas o parlamentar disse que consultaria a bancada do partido antes de aceitar o convite.

Especula-se também mudanças no Ministério da Pesca e da Ciência e Tecnologia. Outra aposta é na saída do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. O nome do senador Beto Faro (PT-PA) tem circulado como potencial substituto.

Aliados de Teixeira minimizam críticas ao seu trabalho e dizem que ele não está desprestigiado no governo. Lembram que o presidente Lula pediu ao ministro que o acompanhasse em uma visita à região do Xingu.

O presidente também teria pedido agendamento de atividades ao lado do ministro. Colaboradores do presidente não descartam, porém, a saída dele.

A reforma ministerial foi iniciada em janeiro com a escalação de Sidônio Palmeira para a Secom (Secretaria de Comunicação). Em uma segunda etapa, Gleisi assumiu a articulação, sucedendo Alexandre Padilha, hoje na Saúde. Agora, a expectativa é que Lula retome as negociação com os partidos da base. (com Folhapress)

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