A vereadora Márcia Lopes (PT), de Londrina, ''praticamente já aceitou'' o convite para comandar a secretaria nacional de Assistência Social, em Brasília. A secretaria é uma das três pastas do ''superministério'' do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, criado na semana passada com a reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ''superministério'' é uma junção dos antigos ministérios da Assistência Social e da Segurança Alimentar. O convite a Márcia partiu do recém-empossado ministro Patrus Ananias.
Segundo Márcia, que ontem estava em Londrina, serão necessários alguns dias para que ela possa se organizar. ''Eu praticamente já aceitei a função, mas pedi ao ministro alguns dias para me organizar. É uma mudança radical e preciso equacionar algumas coisas, a família, que fica aqui, o mandato de vereadora, e me licenciar da universidade (Universidade Estadual de Londrina)'', disse. O suplente de Márcia na Câmara é o líder comunitário Nelson Cardoso.
A função que a londrinense deverá exercer é de alto escalão no ministério, ficando abaixo apenas a do próprio ministro. Márcia deverá comandar as diretrizes da política na área de assistência social e administrar o fundo nacional de assistência social. ''É um encargo de muita responsabilidade e de trabalho. Me senti muito honrada, é a maior função profissional que poderia almejar'', disse.
Para o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), Márcia deve aceitar ''sem dúvida'' o convite. ''Há vários motivos para isso, primeiro a competência dela nessa área, depois porque esse é um dos grandes projetos do Lula para esse ano que está dando prioridade a esse ministério, e para Londrina, que foi convidada a participar desse processo através da Márcia, é uma grande honra'', avaliou o prefeito.
Márcia já adiantou que deve seguir as prioridades definidas pela conferência nacional na área, que tem em pauta a criação de um sistema único de assistência social para padronizar ações e projetos em todo o país. ''Estou feliz, mas consciente do peso da responsabilidade de olhar para o Brasil. Isso é o que esperam da gente, e para o presidente Lula agora é hora de resultados'', afirmou.
A londrinense disse que ''acompanha de perto'' a trajetória do ministério na área de assistência social e que seu nome já havia sido cotado para atuar com a ex-ministra Benedita da Silva no início do governo Lula. ''Mas eu queria terminar meu mandato em Londrina e, inclusive, tinha rejeitado um convite para sair candidata a deputada estadual'', justificou.

mockup