Marcha já reúne 1,5 mil prefeitos
Patrícia Zanin
DivulgaçãoPrefeitos concentrados em Brasília: por mais verbas federais
A Marcha a Brasília, movimento de protesto dos prefeitos de todo o País, reunia ontem 1.500 prefeitos, de acordo com cálculos do presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e secretário-geral da Associação Brasileira dos Municípios (ABM), José do Carmo Garcia. A marcha reivindica mais verbas federais e termina amanhã.
Hoje os participantes serão recebidos pelo presidente interino da Câmara dos Deputados, Heráclito Fortes (PFL), e esperam audiência com o presidente interino da República, senador Antônio Carlos Magalhães, além dos ministros da Fazenda, da Saúde e dos Transportes.
Eles entregarão as reivindicações pelo aumento de 22,5% para 33% do Fundo de Participação dos Municípios, repasse de 100% dos valores do IPVA, extinção da multa de 40% sobre a dívida do FGTS, repasse de 20% dos recursos do Fundo Nacional de Transportes, compensação para os municípios que implantaram seus fundos de previdência, rolagem das dívidas e destinação de 50% da CPMF.
Além das audiências, está programada para hoje uma marcha à tarde saindo do anexo 4 da Câmara dos Deputados até o Palácio do Planalto. Segundo José do Carmo, nem todos os 270 dos 399 prefeitos paranaenses confirmados para o protesto chegaram a Brasília, mas eles estão sendo aguardados até amanhã.
Ele destaca que as filiações partidárias ficaram em segundo plano. ‘‘A luta é pela causa municipalista’’, emenda o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Paraná e prefeito de Arapongas, José Bisca (PFL). Bisca diz que as entidades tentaram uma audiência com o presidente da República há mais de 30 dias. ‘‘Nem resposta tivemos’’, reclama.
Bisca disse que a comitiva do Piauí chegou a propor um acampamento dos prefeitos em frente ao Palácio da Alvorada até o atendimento das reivindicações. José do Carmo acredita que esse atendimento pode ser a médio e a longo prazos. ‘‘O importante é mostrarmos ao governo que os municípios têm vez e voz na reforma tributária’’, analisa.

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