''Marcha dos 100 mil'' é golpismo, diz Malan
Agência Estado
De São Paulo
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, criticou ontem os movimentos que estão questionando a legitimidade do governo de Fernando Henrique. Em uma clara referência à Marcha dos 100 mil, o ministro fez coro às lideranças do PSDB e disse que é golpismo pensar em derrubar o governo. É golpismo a idéia de que é possível, através de manifestações de massa, de assaltos ao palácio de inverno, derrubar um governo legitimamente constituído, principalmente quando esse movimento não indica com clareza seu propósito, a não ser dizer fora fulano, como se esse fulano não tivesse sido eleito legitimamente, afirmou Malan, em discurso para empresários.
Malan disse que esses movimentos dos sem rumo, sem propósito deveriam ter paciência para esperar seu turno e não tentar inviabilizar o governo. O ministro disse que esses tipos de movimento andam na linha tênue onde o desejo de que o governo vá mal acaba se transformando no desejo de que o País vá mal.
O ministro separou estas manifestações do comportamento do Congresso. Não compartilho as críticas de que no Congresso as coisas não caminham como deveriam, disse Malan. Lembrando que em 1995 o Congresso aprovou em seis meses as alterações constituicionais do capítulo da Ordem Econômica, Malan afirmou ter certeza de que o Congresso não faltará ao País como não faltou até hoje.
Anteontem, o líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), garantiu ter informações preocupantes sobre a marcha, e disse que o partido responderia com a força.





