Os vereadores Sandra Graça e Marcelo Belinati, ambos do PP, foram ouvidos na manhã de ontem pelo delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Alan Flore, no inquérito que apura suposto mensalinho na Câmara.
Sandra Graça foi a primeira a falar - o depoimento durou pouco mais de 40 minutos - e não comentou o que disse ao Ministério Público.
''Os fatos serão apurados e temos a consciência tranquila da nossa atuação, através do nosso histórico parlamentar, que é o que fica na história de Londrina'', resumiu a vereadora, ao deixar o Gaeco.
Em uma hora e meia de depoimento, o vereador Marcelo Belinati esclareceu ao delegado seu posicionamento contrário aos projetos votados na Câmara que tratavam de interesses da TCGL. ''Nos oito projetos eu votei contra os interesses da empresa e a favor dos interesses do povo da cidade de Londrina'', declarou.
Para ele, ''o que deve ser esclarecido é que quem controla, gerencia e fiscaliza o transporte coletivo em Londrina é a prefeitura, na pessoa do prefeito e da CMTU''. O vereador a quebra do sigilo bancário do prefeito Nedson Micheleti (PT), dos diretores da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e de todos os vereadores. ''Inclusive o meu estaria à disposição para que com mais clareza se pudesse esclarecer esses fatos que estão sendo investigados'', finalizou.

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