O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), compareceu para votar neste domingo (27), no Colégio Universitário, na zona sul. Belinati chegou ao colégio por volta das 7h40 para falar com a imprensa e disse estar confiante na vitória da professora Maria Tereza (PP) neste segundo turno.

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O prefeito salientou que, para os próximos anos, Londrina pode esperar grandes indústrias e mais empregos, porém admitiu que ainda há coisas que precisam ser feitas.

“Londrina tem a prefeitura mais transparente do Brasil há sete anos, ou seja, livre da corrupção. Temos as contas equilibradas e obras de melhoria por toda a cidade. Podem ir de leste a sul, de norte a oeste. No entanto, a cidade é um organismo vivo. Sempre há o que fazer”, pontuou.

Belinati também disse que Maria Tereza fez uma "boa campanha", mas precisou se defender. "Ela apresentou as melhores propostas. Propostas em todas as áreas da cidade e o que ela quer fazer para melhorar Londrina. A campanha começou a subir o tom em razão dos ataques que sofreu."

'CARAVANA'

O prefeito criticou uma "caravana" supostamente trazida por Tiago Amaral (PSD) ao município a fim de "fiscalizar" o pleito. Belinati acusou o adversário de Maria Tereza (PP) de reunir diversos servidores públicos do estado para fazerem boca de urna no município. "Londrina está sendo invadida por ônibus de toda a região, que foram convocados por forças políticas que desembarcaram durante toda a campanha e esses prefeitos estão acompanhados de cabos eleitorais, funcionários em comissão, para virem afrontar a justiça eleitoral e fazer boca de urna para o candidato da outra coligação", disse.

A reportagem também acompanhou o candidato à prefeitura Tiago Amaral e o questionou sobre a acusação proferida pelo atual gestor de Londrina. Ele não quis comentar o assunto.

Belinati também afirmou que as estratégias de Amaral têm apoio de "forças políticas de Curitiba" e que há um esforço intenso para “levarem a prefeitura de Londrina”. “Queremos que as eleições sejam limpas e corretas, sem afrontar a Justiça Eleitoral e o povo de Londrina. Todos os políticos de Curitiba, os mais poderosos, estão apoiando o outro candidato. Querem eleger na marra o candidato”, afirmou ele, pontuando que as eleições municipais de 2024 marcaram Londrina pelos ataques. "A cidade ficou em paz durante esses oito anos. Foi só chegar a campanha eleitoral que esse grupo de poderosos que a gente viu esse tipo de campanha que não é o que a população deseja."

Tiago Amaral foi procurado para comentar as afirmativas de Belinati. Ele negou a interferência externa e condenou a atitude do gestor. "São mentiras e narrativas feias da figura de um prefeito que deveria ser um líder regional, ser a pessoa responsável por conduzir processos. Eu nunca pensei na minha vida que veria um prefeito atacar o governador, atacar deputados e prefeitos da região. Para mim, é a mais pura demonstração do desespero, do desprezo e dos objetivos pessoais inseridos no processo. Isso não tem nada de democrático", disse em entrevista coletiva no Colégio Universitário, onde também votou, pouco antes das 10h.

AMEPAR

A Amepar (Associação dos Municípios do Médio Paranapanema) divulgou nesta manhã nota de repúdio pela entrevista do prefeito Marcelo Belinati. "A Amepar é formada por 22 municípios, tem 50 anos de história. Respeitamos o processo eleitoral e acreditamos que as eleições contribuem para o fortalecimento da nossa democracia. No entanto, não aceitaremos acusações infundadas e traiçoeiras jogadas ao vento, sem qualquer tipo de provas e sem ao menos citar claramente a quais prefeitos ele se refere", diz trecho da nota assinada por Sérgio Onofre, prefeito de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) e presidente da Amepar

(Colaborou Pedro Marconi)

(Atualizada)

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