Marca do segundo turno deverá ser a infidelidade
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba O segundo turno no Paraná deve ser marcado pela infidelidade partidária. Embora os candidatos Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB) lutem pelo apoio formal dos partidos derrotados, a expectativa é de que muitas lideranças locais acabem apoiando o candidato com que mais se identificam, independente da decisão do partido.
O fato de Alvaro e Requião já terem sido governadores estimulam ainda mais alguns políticos a traírem as diretrizes partidárias. Amizades e desavenças pessoais construídas durante suas gestões continuam até hoje. ''A Cida Borghetti (PPB), que se elegeu deputada estadual, coordenou minha campanha quando fui prefeito de Curitiba. Com certeza contarei com o apoio dela'', disse Requião.
As definições dos candidatos derrotados começam a partir de hoje, quando o PT faz uma reunião para decidir qual dos dois candidatos irá apoiar. O PPS faz sua reunião na sexta-feira em Curitiba, mas a tendência é que os dois partidos apoiem Requião. PSDB e PFL também fazem suas reuniões ao longo da semana, com a tendência de que a maior parte dos políticos da sigla apóie Alvaro. Segundo o vice-presidente do PFL, Abelardo Lupion, é difícil coordenar os filiados. ''No segundo turno não tem apoio de partido, mas sim de grupos'', comentou Lupion.


