As duas colheitadeiras do ex-prefeito Jairo Gianoto, sequestradas pela Justiça porque teriam sido compradas com cheques da Prefeitura de Maringá, devem sair hoje de manhã de Nova Mutum (242 km de Cuiabá). Os maquinários estão sendo transportados em três carretas. A viagem para Maringá deve levar no mínimo três dias.
Além de os caminhões manterem um ritmo de 50 a 60 km por hora, o tamanho das colheitadeiras obriga a presença de carros batedores e não podem seguir viagem no período noturno. A distância entre Maringá e Nova Mutum é de 1,7 mil quilômetros.
A Justiça de Maringá também determinou o sequestro de bens de outras três colheitadeiras pertencentes ao ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi, além de dois silos e as safras de soja da propriedades rurais dele e do ex-prefeito.
Segundo a Justiça, os maquinários e insumos usados no plantio foram comprados com cheques da prefeitura (no valor de R$ 2 milhões) no final do ano passado. Os dois mantêm propriedades em Nova Mutum. A Fazenda Sapucaia, de Gianoto, tem 3,63 mil hectares e a Rio Brilhante, de Paolicchi, 5,6 mil hectares. As duas propriedades são administradas por Gianoto, que estava no local no momento da apreensão.
A Prefeitura de Maringá vai ficar como depositária fiel das duas colheitadeiras de Gianoto. O prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) pretende colocá-las em exposição numa praça de Maringá.
Já as três colheitadeiras de Paolicchi estão sob a responsabilidade da Cooperativa Agrícola Vale do Piquiri (Coopervale), de Palotina (PR), que tem entreposto em Nova Mutum. (M.M.)

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