Maquiagem
O gabinete do deputado estadual Neivo Beraldin (PDT), presidente da Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa, distribuiu nota ontem afirmando que o governo passado omitiu em 1998 o passivo de R$ 2,6 bilhões do Banestado, publicando balanço irreal. O deputado, que é presidente da CPI que apura as circunstância que levaram o banco à privatização, diz ter analisado a contabilidade do banco e do governo, publicada em Diário Oficial, e detectado a manipulação de dados. O governo, no entendimento de Beraldin, era o ente controlador do Banestado e o capital social do banco em 1998 era de 182 milhões. O deputado alega que esses valores foram registrados como participação do Estado no capital social das empresas públicas e de economia mista, sem levar em conta o passivo acumulado na época. ''O governo do Estado omitiu informação relevante para análise de suas contas'', diz a nota distribuída pelo gabinete de Beraldin. O deputado, que na semana que vem pretende abrir a discussão do assunto em plenário, afirma ainda que a metodologia utilizada pelo governo passado pode ter induzido o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Assembléia a aprovarem as contas do Estado indevidamente.
Entrevero
As chapas que disputam o comando do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) estão em guerra. A troca de acusações é mútua e a baixaria corre solta nos bastidores. Sumiço de urna e até sabotagem para anular votos, evitando que se atinja o quorum mínimo, foram denunciados por dirigentes sindicais e filiados à entidade.
Tesoura
O governo do Estado oficializou o corte de 30% nas despesas das secretarias de Estado, como já havia anunciado há duas semanas via Comunicação Social. O decreto, detalhando a redução no custeio, foi assinado pelo governador Roberto Requião (PMDB) na segunda-feira. E atinge em cheio gastos com energia elétrica, água, combustível, telefonia, material de consumo e serviços de terceiros.
Otimização
A idéia é acabar com desperdícios, ampliando assim a capacidade econômica e financeira do Estado. O processo de contenção de despesas teve início com a moratória de três meses, decretada por Requião assim que assumiu o Palácio Iguaçu em janeiro passado.
Posse
Dalva Figueiredo dos Santos Rigoni é a mais nova procuradora de Justiça do Estado. Toma posse na segunda e será a quinta mulher a compor o atual Colégio de Procuradores do Ministério Público estadual, integrado por 78 membros.
Adesivo
Tadeu Veneri (PT) achou insuficiente a divulgação da lista de placas de carros utilizados pelos parlamentares e seus respectivos donos, na semana retrasada pela mesa executiva da Casa. Para poupar o trabalho dos eleitores de conferir a chapa de cada carro visto na rua, Veneri colou um adesivo na lateral do seu: ''Gabinete do deputado Tadeu Veneri - uso exclusivo em serviço''.
Pente-fino
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) diz que vai intensificar a campanha. Nas próximas semanas, promete nova força-tarefa para fiscalizar postos instalados em todo o Estado. O Paraná tem 2.535 postos, dos quais 1.382 já passaram pelo pente-fino do IAP. Destes, apenas 116 tinham licença de operação. Em outras palavras, menos de 4,58% estavam em obediência à Resolução 273, do Conama, que determina normas de segurança ambiental contra vazamentos e lançamentos de efluentes em postos.
Balanço
Pesquisa divulgada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, com sede em Porto Alegre, ontem, revela o índice de satisfação de seus usuários. De acordo com o levantamento, 71,1% dos entrevistados se disseram satisfeitos; 22,7%, totalmente satisfeitos; 4,1%, nem satisfeitos nem insatisfeitos; e 2,1%, insatisfeitos.
Metodologia
A pesquisa, para medir a popularidade do tribunal, foi feita entre 20 e 27 de novembro de 2002, mas o resultado só foi divulgado agora. Foram entrevistadas 97 pessoas, dentre advogados, procuradores, funcionários e estagiários de escritórios de advocacia, do Ministério Público Federal, da União e de autarquias e fundações federais que recorrem ao TRF.
Perguntinha
Tomando-se por base o perdão de multas dado às empresas do transporte coletivo e o desconto concedido à Assembléia, não podem os cidadãos comuns, infratores, entrar na Justiça pedindo as mesmas regalias?
Leandro Donatti e sucursais
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