O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulgou ontem a relação das declarações de gastos de campanha que já foram aprovadas pela corte. Dos 14 deputados federais que já tiveram suas contas aprovadas pelo tribunal, 57% alegaram não ter feito nenhum gasto para por a campanha na rua. Na relação de deputados estaduais, esse percentual é ainda maior e chega a 69,4%. É bem verdade que são candidatos, na sua maioria, desconhecidos. Mas o que se percebe pela lista do TRE é que só apresentam gastos na campanha aqueles candidatos que se elegeram. É como se os demais não tivessem participado.


Dentro do teto


Dentre os candidatos que declararam seus gastos, a maioria deles gastou muito menos do que o limite declarado e, portanto, permitido pela legislação eleitoral. Eduardo Sciarra, por exemplo, eleito deputado estadual, registrou um gasto máximo de R$ 2 milhões, mas diz ter gasto somente R$ 477,9 mil, segundo a prestação de contas, menos de 25%. Já o deputado estadual Carlos Simões, reeleito, disse que gastou apenas R$ 83.082,35, ou seja, 23% do que declarou como limite máximo.


Pressão


Os professores da rede estadual de Educação fazem uma assembléia hoje em Curitiba. O principal assunto em pauta será a votação do dia de mobilização que a categoria pretende fazer, em 5 de dezembro, na Secretaria Estadual da Fazenda. Com o protesto, os professores querem forçar o governo a pagar avanços conquistados com a conclusão de cursos de especialização, que não estão sendo pagos.


Alcance


Segundo o secretário geral da APP-Sindicato, professor Luiz Carlos Paixão, 18 mil professores do Paraná estão nessa situação hoje. O pagamento dos avanços, quando for feito, vai representar um aumento de R$ 1 milhão na folha de pagamentos da Educação.


Parceria


A Fundação Universidade Federal do Paraná (Funpar), que está sob investigação do Ministério Público em função de contratos assinados com a Prefeitura de Curitiba, também passou por análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O tribunal descobriu que só no atual governo, sem licitação, a Funpar já recebeu mais de R$ 15 milhões, através de convênios firmados com vários órgãos.


Números


Foram R$ 2,5 milhões em 1996, R$ 2,7 milhões em 1997, R$ 680 mil em 1998, R$ 1,4 milhão em 1999, R$ 2,5 milhões em 2000, R$ 6,6 milhões em 2001 e, por enquanto, R$ 286 mil neste ano. Parte dos recursos é para pagamento de funcionários. Um dos parceiros é o Ipardes.


Transição


O mal-estar continua e não tem previsão para acabar. As equipes de transição de Jaime Lerner (PFL) e Roberto Requião (PMDB) não têm data marcada para novo encontro.


Linha direta


O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, Lauremi Camaroski, diz que muita gente não sabe que, no caso de dúvidas sobre o andamento de processos trabalhistas, deve consultar a Corregedoria do TRT. Recentemente dezenas de pessoas dormiram numa fila em frente ao tribunal para participar de uma audiência pública com o ministro corregedor geral do TST, Ronaldo Leal.


Dica


O ministro atendeu 25 pessoas e as outras 50 que sobraram foram atendidas pelo próprio Camaroski e sua equipe. Segundo ele, muitas questões poderiam ser facilmente esclarecidas pela corregedoria. ''Não precisa dormir na fila é só ligar para (041) 310-7113 ou (041) 310-7114'', explica.


Ranking


Comunicação Social-Publicidade e Propaganda é o curso mais procurado no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 35,83 candidatos por vaga. Seguido de Medicina, com 31,56 candidatos por vaga; e Comunicação Social-Jornalismo, com 30,76. As informações são da própria universidade. Neste ano 52.445 candidatos se inscreveram, número semelhante ao registrado no ano passado, 52.077 inscritos. Em 2002, os cursos mais concorridos foram Medicina; Comunicação Social-Jornalismo e Direito noturno.


Perfil


Dos 52.445 candidatos ao vestibular deste ano, 28.336 são mulheres e 24.109 são homens. Em relação à cor ou raça, 45.417 são brancos; 1.145 são negros; 2.028 são amarelos; 3.480 são pardos e 254 são indígenas.


Depoimento


O delegado de Paranaguá, no Litoral, Cleiton José da Silva, ouviu ontem os dois policiais militares acusados de matarem Laureci de Lima, 20 anos, que foi encontrado morto no início da semana dentro de uma valeta num lixão da cidade. Os PMs negaram as acusações, mas o delegado, baseado no depoimento das testemunhas e de provas materiais, disse que está convecido que os dois são os autores do homicídio. O rapaz foi detido junto de duas outras pessoas depois de uma confusão numa festa em comemoração à eleição do Sindicato dos Estivadores.


Perguntinha


Museu não entra nos limites da Lei de Responsabilidade?

Leandro Donatti e sucursais
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