O TRF de São Paulo manteve a quebra dos sigilos bancários do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e de seus familiares. O pedido foi feito pelo MPF, com base em informações de que Maluf seria o beneficiário de US$ 200 milhões depositados na Ilha de Jersey. O juiz Erik Gramstrup indeferiu ontem um pedido de liminar apresentada pela defesa de Maluf contra a decisão do juiz Fernando Gonçalves, da 8ª Vara, que havia determinado a quebra dos sigilos.
Maluf e seus familiares negam que tenham contas não declaradas. Eles também tiveram o sigilo fiscal e telefônico quebrados pelo Justiça Estadual. Em declarações anteriores, o ex-prefeito havia dito que não iria recorrer da decisão de quebra de sigilo. A defesa alegou que a abertura das contas viola o direito de ampla defesa e a privacidade dos familiares de Maluf pois tanto a mulher, Sylvia, quanto os quatro filhos e uma das noras do ex-prefeito não figuram como réus no processo.
Segundo a decisão de Gramstrup, a quebra de sigilos é constitucional em casos de crimes contra o sistema financeiro.

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