Brasília - Sem ter resolvido em 2015 todos os problemas que levaram o (Tribunal de Contas da União (TCU) a rejeitar as contas da presidente de 2014, o governo está ameaçado de enfrentar novo processo de investigação sobre seus gastos. O procurador do órgão, Julio Marcelo de Oliveira, está analisando informações já repassadas pelo Ministério da Fazenda e por bancos públicos para saber se o governo está pagando em dia recursos que os bancos usam para pagar subsídios e programas sociais. No início de setembro, em audiência pública no Senado, Oliveira disse que o governo havia regularizado as chamadas pedaladas fiscais apenas com a Caixa. Outros bancos e fundos públicos continuavam sem receber tudo. "A situação do FGTS não está regularizada; a questão junto ao BNDES, ao contrário, está agravada - o saldo devedor da União perante o BNDES é maior do que era ao final do ano passado", disse o procurador.
As estimativas são de que a pedalada no BNDES passou de R$ 19,5 bilhões em 2014 para pelo menos R$ 27 bilhões.
Após a sessão que rejeitou as contas da presidente Dilma Rousseff, o relator do processo, ministro Augusto Nardes, confirmou que as investigações continuavam. Segundo ele, há indícios de que os problemas não foram solucionados.

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