Manobra evita votação de MP do salário mínimo
Agência Estado
De Brasília
O governo armou um golpe regimental ontem para evitar a votação da medida provisória (MP) do salário mínimo na comissão mista de deputados e senadores. Mesmo sabendo que a comissão tem prazo apenas até amanhã para encerrar os trabalhos, os governistas conseguiram aprovar, por unanimidade, a convocação de mais duas autoridades na semana que vem.
Como a próxima semana será dedicada às duas audiências, ficará impossível fechar o relatório e votar, concluiu, satisfeito, o líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), desculpando-se em seguida: Os feriados da Páscoa não fui eu que inventei. A disposição do governo é a de reeditar a MP que fixa o mínimo em R$ 151 no dia 20 de abril. Por isso mesmo, a estratégia do Palácio do Planalto é arrastar as audiências e debates até a véspera dos feriados da Semana Santa quando, por tradição, nada se vota, por falta de quorum.
Os convidados da semana que vem serão o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, e do presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) Crésio de Matos Rolim.





