Brasília - Uma manobra feita pela ala do PFL comandada pelo senador Antonio Carlos Magalhães (BA) ajudou ontem o governo a aprovar a reforma da Previdência. A estratégia dos pefelistas foi evitar que a contribuição dos servidores inativos fosse votada nominalmente pelos 57 deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Os partidos de oposição esperavam que cada deputado fosse obrigado a declarar no microfone o voto em relação aos inativos. No entanto, foram pegos de surpresa com o pedido de verificação de quórum feito pelo deputado Paulo Magalhães (BA), sobrinho de ACM, no item que tratava da redução das pensões dos servidores.
Pelo Regimento Interno da Câmara, as verificações de quórum só podem ser feitas de hora em hora. O destaque seguinte ao que tratava da redução das pensões era justamente a taxação dos inativos - não havia tempo hábil para uma nova votação nominal.
''Não teríamos problema em votar nominalmente os inativos. Mas é óbvio que foi melhor votar o destaque da redução das pensões até porque essa história dos inativos virou um símbolo'', admitiu o vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP). ''Contamos com a ajuda e os votos de todos os partidos'', desconversou o líder do governo, Aldo Rebelo (PC do B-SP), que preferiu não comentar a ajuda do PFL.

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