Uma carreata contra o retorno do prefeito cas sado, padre li cenciado Ade lino Gonçalves (PMDB), parou a cidade e quase terminou em confronto ontem de manhã, em Mariluz (35 km a sudoeste de Umuarama). Manifestantes ameaçaram invadir a casa do padre e queimaram um caixão usado na carreata. Adelino estava preso há cinco meses em Curitiba, acusado de ser o mandante de um duplo assassinato, e foi libertado na semana passada. Ele teve seu mandato cassado ao ser acusado de comprar pneus sem licitação e sonegar Imposto de Renda.

O protesto foi organizado por parentes e amigos das vítimas o vice-prefeito Aires Domingos (PPS) e o presidente local do PPS, Carlos Alberto de Carvalho, assassinados a tiros no dia 28 de fevereiro. A maioria dos comerciantes fechou as portas e quase 2 mil pessoas foram para as ruas assistir a manifestação. Quase 80 carros e aproximadamente 200 pessoas desfilaram pelas ruas, buzinando e soltando rojões.

Na frente da casa do padre, um grupo arrombou os portões e jogou o caixão no quintal. Um manifestante tomou e quebrou a máquina de aliados do padre e estes ameaçaram iniciar um quebra-quebra.

A carreata terminou em frente da prefeitura, onde os manifestantes queimaram o caixão. Apesar do clima tenso e da ameaça de confronto entre grupos favoráveis e contrários ao padre, apenas três PMs numa viatura acompanharam a movimentação.

Ontem correram boatos de que Adelino estaria em Umuarama, na Paróquia São José. Funcionários da paróquia não confirmaram. A Folha tentou ouvir do advogado de Adelino, Cláudio Daledone Júnior, mas não conseguiu encontrá-lo.

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